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Mercedes prova estar na frente da Ferrari; Hamilton pode ser líder já na Hungria

ingleA vantagem técnica do modelo W08 Hybrid da Mercedes de Lewis Hamilton sobre o SF70H Ferrari de Sebastian Vettel, em Silverstone, ficou evidente desde o primeiro dia de treinos, na sexta-feira. Por essa razão a sua vitória sem maiores dificuldades no GP da Grã-Bretanha, neste domingo, não surpreende. Assim como não causará estranheza se na próxima etapa do campeonato, 11ª do calendário, o GP da Hungria, dia 30 de agosto, Hamilton assumir, pela primeira vez na temporada, a liderança do mundial.

Não é difícil compreender o que acontece neste momento na F1. A Mercedes atingiu melhor estágio de desenvolvimento do seu carro que a Ferrari. Desde a prova de Montreal, sétima do ano, Hamilton e seu competente companheiro de equipe, o finlandês Valtteri Bottas, segundo colocado na Inglaterra, depois de largar em nono, dispõem de um carro mais veloz, equilibrado e confiável que Vettel e seu parceiro, Raikkonen.

Neste domingo, Vettel era o quarto colocado até menos de duas voltas para a bandeirada quando o pneu dianteiro esquerdo dechapou. Recebeu a bandeirada em sétimo. Raikkonen havia passado pelo mesmo problema uma volta antes, mas mesmo com o pit stop extra terminou no pódio, em terceiro.

Chama a atenção as diferenças grandes impostas pela Mercedes a Ferrari no circuito onde a F1 iniciou sua história, com a realização do primeiro GP, dia 13 de maio de 1950. Na definição do grid, Raikkonen, segundo, ficou a 547 milésimos de Hamilton, pole position, e Vettel, terceiro, 756 milésimos.

Na corrida, as diferenças numéricas não são representativas porque Raikkonen e Vettel fizeram uma parada no fim. Mas até aquele momento, Hamilton tinha 12,3 segundos de vantagem para Raikkonen, segundo, e 31,2 para Vettel, quarto.

Se for levado em conta que depois do GP de Mônaco, prova anterior a Mercedes apresentar uma segunda versão do seu W08 Hybrid, no Canadá, a Ferrari liderava entre os construtores, com 196 pontos diante de 179 da Mercedes e agora, em seguida à corrida deste domingo, apenas quatro depois da de Montreal, a Mercedes soma 330 pontos, primeira colocada, e a Ferrari, 275, segunda, alguma coisa aconteceu para explicar essa virada nas expectativas dos dois times.

Sim, como mencionado, a maior evolução do carro da Mercedes. A Ferrari ficou para trás. O GloboEsporte.com mostrou em reportagem colocada no ar no primeiro dia de atividades em Silverstone, na sexta-feira, os números desse maior avanço.

Como a Ferrari tinha um monoposto que explorava melhor os pneus Pirelli no começo do campeonato, até a prova no Circuito de Montecarlo, onde ganhou com uma brilhante dobradinha, Vettel acumulou certa vantagem sobre Hamilton na classificação. Mas agora o gás dos italianos começou a acabar.

Depois do GP de Mônaco Vettel, sempre líder desde a vitória na abertura do mundial, na Austrália, somava 129 pontos ao passo que Hamilton, 104. A partir daí o inglês somou 72 pontos e Vettel, 48. O parceiro de Hamilton, Bottas, foi ainda mais efetivo, ao acumular do GP do Canadá ao deste domingo 79 pontos, ou nada menos de 31 a mais de Vettel.

Isso explica Bottas estar na luta pelo título. O piloto da Ferrari tem hoje um único ponto de vantagem para Hamilton, 177 a 176, mas Bottas vem logo atrás, 154. O quarto colocado, Daniel Ricciardo, da RBR, está longe, 117, mas realizou outro trabalho notável na Inglaterra, quarto depois de ser último na relargada do safety car, na sexta volta.

Dá para entender melhor o motivo de Hamilton poder entrar de férias, em agosto, depois do evento em Budapeste, como novo líder do campeonato? A atropelada da Mercedes está bem estruturada, não é obra do acaso, mas de um trabalho competente do grupo liderado por James Allison na identificação da origem das dificuldades do W08 Hybrid com os pneus ultramacios, em especial. E, obviamente, em encontrar a solução.

 

No Canadá, os pneus distribuídos foram os mesmos de Mônaco, ultramacios, supermacios e macios. Mas em vez de verem Vettel e Raikkonen explorá-los melhor, Hamilton e Bottas se aproveitaram da velocidade que eles disponibilizam e venceram de dobradinha.

Bottas também foi primeiro com eles na Áustria e neste domingo, com os supermacios e os macios, foi a vez de Hamilton. No sábado, em Silverstone, após ser inquietantes 756 milésimos mais lento que Hamilton, Vettel afirmou, de cabeça baixa: “Eles estão muito rápidos com todos os tipos de pneus”.

Fim do problema

Allison e seu time de engenheiros procuraram transferir um pouco para a frente do carro o ponto de maior pressão aerodinâmica, além da revisão dos componentes das suspensões do W08 Hybrid, para fazer com que os pneus dianteiros atingissem a temperatura indicada pela Pirelli para eles melhor funcionarem. Não é tão simples assim como descrito, lógico, mas a Mercedes conseguiu.

Na Hungria, serão os supermacios, macios e médios de Silverstone também e a temperatura ambiente e da pista costuma estar dentre as mais elevadas do calendário. É pouco provável que a Mercedes volte a ter problemas com o aquecimento dos pneus.

GE

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